quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vestuário

Bom dia!
Passado tanto tempo (e eu que havia prometido não ficar afastada...), fim da copa, o mundo voltando ao normal - retomemos nossas atividades.
Vamos falar sobre vestuário - uma coisa delicada de se tratar. Primeiramente, vamos à exposição do meu ponto de vista:
- onde está escrito que sua competência e eficiência são medidas pela roupa que você veste?
- quem disse que uma pessoa séria e responsável tem que se vestir de maneira sóbria e discreta?
- parodiando o ditado "o hábito faz o monge", temos "a roupa faz o profissional" - será?
- sua personalidade e seu estilo podem ser anulados em favor de um estereótipo falso?
Como podem perceber, não concordo com algumas convenções impostas pela sociedade.
Roupa é coisa séria - estilo também. Não posso conceber uma pessoa alegre, jovem, competente e responsável vestindo-se de terninhos e tailleurs cinza, preto, marinho e marrom o tempo todo somente porque ocupa um cargo de secretária executiva. Além do excesso de sobriedade e tristeza em termos de cores, temos o agravante da ausência delas. Recomenda-nos a cromoterapia utilizarmos cores alegres, que nos proporcionem bem estar, troca energética com o Universo, auxiliando até mesmo na manutenção de nossa saúde, equilíbrio e bem estar. Também não concordo que pessoas mais velhas e experientes precisam se vestir como anciãos, monocromáticos, mudos e inexpressivos.
Cuidado com o outro extremo: excesso de cores, misturas extravagantes, transparências, decotes profundos - muita calma nessa hora!
Vamos observar as peças que temos no guarda-roupa, combinar cores claras e escuras para contrastar, respeitar nossa personalidade, nos vestirmos com elegância e mais do que isso, nos comportarmos de maneira distinta, educada, executando nossas tarefas com carinho, competência e alegria - afinal, passamos em nosso ambiente de trabalho 1/3 de nosso dia, quando não mais do que isso.
Precisamos nos sentir bem dentro da roupa, respeitando nossa empresa e nós mesmas à medida em que nos vestimos com capricho.
Agora, não adianta se vestir de rainha e se comportar como plebéia - sua roupa não tem competências, habilidades, poderes mágicos. Você é o que é e seus trajes são complementos e podem até indicar seu cargo e sua função - mas se você não se dedicar e honrar o que faz, sua vestimenta não o fará por você.
Gostaria de ouvir a opinião de vocês sobre o assunto.
Abraços!