Chefes (nem venham com a estória de que "Quem tem chefe é índio") - por que alguns, e porque não dizer muitos, se acham Deuses? Refletindo, boa parcela da culpa é nossa, das Secretárias e dos Secretários.
Naturalmente que, pela lógica, quem exerce a função de Chefe é porque tem competência, conhecimento e bagagem para sê-lo. Há casos e casos.
Aos que estão lá por mérito próprio, galgando degraus no decorrer de anos de dedicação e trabalho honesto, meu respeito e consideração. Aos demais, recebam meu sincero "Sinto muito".
E por que Deuses? Os primeiros, na maioria, são educados, simpáticos, sabem da importância de um "Bom dia" sorridente, mesmo que a coisa já esteja pegando fogo. Valorizam o ser humano que desempenha o papel de secretária ou secretário, por meio de pequenos atos: cumprimentando pelo aniversário, elogiando um trabalho bem feito, conversando de igual para igual, sem deixar a hierarquia pesar sobre a relação.
Respeito não se exige - se conquista - e nesse quesito, sábios aqueles que cativam seus colaboradores e colaboradoras.
Os demais, acham-se no direito de exigir, muitas vezes sem sequer saber o que exigem; fecham a cara e passam pela recepção e antessala pisando duro, abrindo a porta com uma violência desnecessária, já ordenando "Meu café!". Se você está sentada em sua cadeira, nem te vê - experimenta estar no banheiro ou fora da sala por algum outro motivo: imediatamente indaga: Cadê "fulana de tal?" e começa a interfonar desesperadamente para sua mesa.
Competência e saber não é sinônimo de cara feia, falta de diálogo, elevação do tom de voz, indiferença pelos hierarquicamente inferiores, dureza de coração. Naturalmente que nos momentos tensos e decisivos, a seriedade vem à tona no semblante preocupado, nas poucas palavras, na exigência da apresentação das informações e dados corretos. Mas depois de passada a tempestade, colhidos os bons resultados, tudo volta ao normal: "Dona Cristina, estamos todos de parabéns pelo excelente trabalho!" - mãos estendidas para cumprimentar colegas de trabalho e não subordinados.
Bem, ficamos por aqui - abraços
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