segunda-feira, 15 de março de 2010
Amenidades
Quando o ritmo de trabalho está lento, divago nas tantas coisas que tenho visto, ouvido e aprendido.
Uma delas é tentar não estar sempre em alerta - sim, porque tudo que é em excesso prejudica - até as coisas boas.
Precisamos nos dar um tempo, respirar sem pressa, olhar pela janela para observar o céu e as pessoas que apresessadamente caminham pelas ruas, observar o voo de um gavião ou mesmo urubu.
Lembrar do cheiro da terra molhada, do canto dos pássaros, da alegria infantil de ir ao cinema assistir ao filme que tanto queria comendo um balde de pipoca com manteiga (ai, que tentação...), da criançada brincando no parque de areia - simplesmente viver, viver simplesmente. Sem as inumeráveis e descartáveis necessidades que nós mesmos criamos - "Tenho que isso, tenho que aquilo, tenho que..." Tem nada, ninguém tem nada - você faz aquilo que quer e precisa, sem ter que.
Vamos simplificar, descartar o inútil, o que não usamos - e isso falo para coisas, sentimentos e hábitos - não vamos complicar o que a evolução e a tecnologia já traz tão complicado.
Vamos sorrir, cumprimentar as pessoas que cruzam conosco - olhar nos olhos, não ter medo de não ser correspondido - parece que as pessoas tem medo uma das outras, ficam se evitando, se ignorando. E nesse sentido, a tecnologia vem nos afastando cada vez mais com a criação de inúmeros dispositivos que nos fazem ficar cada vez mais com os olhos grudados em nosso próprio umbigo.
Bem, estou filosofando hoje - segunda-feira, início de mais uma semana.
Abraços a todos
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