quarta-feira, 2 de junho de 2010

Até que ponto...


Boa tarde!
Até que ponto... podemos ceder? podemos deixar para lá? podemos transigir? podemos explicar?
Até que ponto... somos honestos? somos verdadeiros? somos desinteressados? somos profissionais?
Hoje venho comentar com vocês até que ponto vale a pena determinadas atitudes, palavras, gestos e pensamentos.
Precisamos de um dispositivo funcionando - acionamos a equipe técnica responsável pelo conserto e manutenção desse dispositivo - esperamos dias (muuiiiitos dias) e a resposta é sempre a mesma: estamos providenciando (argh!); estamos verificando (e viva o "gerundismo"); nossos técnicos ainda não tem o diagnóstico. Aí vem aquela vontade incontrolável de dizer "Amigo, o negócio é o seguinte: vire-se, preciso da engenhoca funcionando e para já! Acelera e que resolvam agora mesmo o problema!".
Algumas opções:
1) Esperamos calmamente, conformados com a fila de demandas - até que ponto esperar sem prejudicar nosso trabalho? Podemos ser chamados de tontos ou pacientes pelos técnicos e de incompetentes pelo executivo.
2) Reclamamos e exigimos a solução no ato - até que ponto ser intransigente e ganhar a antipatia dos técnicos e de toda a equipe da manutenção? Da próxima vez, pode ser que demorem o dobro do tempo só porque foi você que pediu ou seu superior diga "pode deixar para depois".
3) Conversamos tranquilamente, explicamos (mais uma vez) a urgência e necessidade, porém deixamos claro que tudo bem, vamos aguardar mais um pouco - até que ponto isso colabora para a performance da equipe técnica? Talvez eles não sejam tão rápidos porque todos são compreensivos e o "boss" te chama e lhe dê aquele pito "Você ainda não resolveu isso? Um assunto tão simples!" Ele mesmo chama a equipe, explica o problema e, é claro, para ele nada é negado e tudo é resolvido no ato.
4) Ameaça, diz que vai chamar o chefe, apronta um escândalo - até que ponto você levará às últimas consequências sem importar-se com os prejudicados? Cão que muito late não morde - e isso não é bom para você, definitivamente. Ninguém quer ter como assistente uma pessoa "barraqueira" e que, no fundo, no fundo, não resolve nada, deixa tudo como está.
5) Resolve partir para meios mais agressivos, procurando outros que possam resolver de maneira satisfatória o problema, deixando bem claro que os anteriores foram incompetentes (neste caso) - até que ponto você tem condições e meios para chegar até aqui? Na maioria das vezes, ficamos de mãos atadas porque nosso chefe é extremamente centralizador.
Bem, todas essas situações e conflitos se passam no escritório, em casa, na rua - a todo instante somos testados e cabe a cada um de nós optar pela solução, pesando os prós e contras.
A cada um conforme suas obras.
Abraços a todos e tenham um excelente e restaurador feriado!

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